Sejam Bem-Vindos

Estou de saia, em cima do salto e agüento qualquer parada.
Por isso comente, discorde e também (óbvio!) elogie.

“Nenhum homem consegue enriquecer sem enriquecer outros” AndrewCarnegie

segunda-feira, 12 de março de 2012

Relevância

RELEVÂNCIA: Como essa palavra se relaciona com a estratégia que você tem em mãos?
Relacionam-se como mãe e filho, um não existe sem o outro. Vimos recentemente duas estratégias darem com os burros n´água por que não consideraram esse simples fator.
Estão lembrados do Episódio dos Maconheiros da USP? E o da Rita Lee xingando os policiais em seu último show? Um observador menos atento poderia dizer que as duas coisas podem se tratar de lutas ultrapassadas e retrógradas. Loucas e sem sentido, talvez? Mas lembrem-se: uitas causas loucas e sem sentido tomaram corpo porque encontraram eco na sociedade, encontraram a sua RELEVÂNCIA. Cito aqui tantos Genocídios que a humanidade assiste e assistiu em sua história, lutas sem sentido.
As vezes a relevância é fazer piada, veja tantos virais e memes na internet, a relevância é rir do non sense, do absurdo. Cito aqui a Luiza que não lerá isso porque está no Canadá!  Mas esse fenômeno é incontrolável e  dá um post por si só. Portanto vou me ater a relevância deste post aqui.
 O que aconteceu no caso da USP foi a total falta de pensamento estratégico para criar relevância nas revindicações antes de colocá-las no ar. Isto é o mesmo que acontece inúmeras vezes no dia a dia do estrategista. Surge uma idéia, de uma mente muitas vezes brilhante, antes mesmo de se levantar se isto é relevante para os clientes, os consumidores ou mesmo para a empresa é solicitado para que seja iniciado um plano de implantação da mesma. 
Muitos produtos e serviços então partem para o mercado e falham no seu desenvolvimento, não porque são economicamente inviáveis, ou que não haja mercado para eles, mas porque ninguém levou em consideração a relevância para as pessoas fora do mundo das ideias. 
Tanta idéia boa desperdiçada por não se ter pensado em criar a bendita relevância.  
Não é porque é economicamente viável e que os números mostram uma capacidade de expansão e ganho de mercado que necessariamente o plano seja relevante. 
Antes de analisar somente os números temos que pensar em estratégias para tornar nosso plano RELEVANTE. 
Se não houver relevância não há estratégia bem sucedida. Não há glória para qualquer luta.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Longo Prazo, Planejamento e Carpe Diem

Em um mundo que corre e a percepção cada vez maior de que somos finitos, como faremos para pensar em longo prazo? No mundo do " a vida é agora" o planejador que ama o que faz tem lugar? Devemos jogar a toalha ou aprender a lidar com o limão? 
Sim, somos finitos, mas preciso dizer que não há nada mais prazeroso do que um planejamento de longo prazo bem sucedido, que funciona como um relógio, tudo ao seu tempo.
Sempre me preocupo com a construção da marca, e cada vez que falo para alguém que ele terá que investir e esperar, eu sinto que esperavam que eu prometesse o milagre de Moisés. Que eu poderia abrir o mar que existe entre ele e o seu cliente em apenas uma ação, um evento, um flight publicitário.
Ninguém ganha uma guerra com apenas uma batalha. E mostrar uma batalha como prova de sucesso é no mínimo leviano. Pode-se inclusive perder a guerra. 
Nós os planejadores temos a obrigação de ensinar os nossos clientes sobre o processo de construção de marca. Nada de falar aquilo que ele quer ouvir apenas para satisfazê-lo, mais uma vez, por instantes. mesmo assim devemos pensar a curto prazo para que a percepção de que a obra está acontecendo. Como quando o arquiteto chama para mostrar o azulejo da cozinha. Não tem nada de pé, mas o azulejo.... é lindo!
Portanto a solução é construir planejamentos com resultados rápidos, mas contínuos. Há um evento, temos que demonstrar resultados. Há uma promoção no supermercado de Sopé da Serra, temos que mostrar resultados. No acúmulo dessas ações pequenas construiremos nossas marcas.
Sei que é difícil, pois muitas vezes temos que inserir no masterplan pequenas ações que só servirão para tirar verba do objetivo principal. Mas faz parte. Nada de reclamar. Se tivermos objetivos claros tudo valerá a pena.
O planejador do futuro é aquele cujo limão já vem planejado. 
 


 

 
 
 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Medo de Mudança e A Inovação

Dos grandes medos do homem, a mudança é o maior deles.
É um medo quase imperceptível, mora no fundo do coração e ninguém percebe. Só que ele mexe com a segurança das pessoas. As pessoas costumam dizer que tem medo de avião, barata, escuro, mas nunca medo de mudar, e por isso mesmo, este é o maior desafio da era moderna.
Hoje a mudança é diária, e todos temos que estar preparados para ela a qualquer momento. Seja na vida pessoal ou profissional. 
Li um artigo a respeito das relações da sociedade que se tornarão cada vez mais fluidas, o que é o contrario de sólido. E estrategicamente sua empresa está preparada para ser fluida? Para dividir clientes, fornecedores e funcionários?
Pessoalmente você está preparado para viver relações assim? Fluidas?
Por mais que tente, o ser humano precisa de segurança e o desafio maior das empresas é criar neste mundo fluido, orgânico ao extremo, sistemas de relacionamento seguros entre pessoas e outras empresas que garantam boas negociações e bons investimentos.
Ao meu ver a solução está em estabelecer departamentos de inovação, a inovação trará a segurança que precisamos para continuar neste mundo fluido, sem relações pré-estabelecidas, onde o mercado dá suas cartas a cada dia e tudo pode vir a mudar em segundos.
Lógico que inovar não é fácil, porque sendo a antítese da segurança, inovar mexe com nossos medos mais profundos, no entanto, o estrategista do futuro deve incorporar esse valor, ou estará fadado a derrota. 
Prepare-se hoje nunca mais será como ontem!



quarta-feira, 31 de março de 2010

Planejando para o Futuro da Publicidade.

Futurólogos tem mais facilidade em prever que ninguém mais vai morrer de doenças a partir de 2050 do que como ficará a a publicidade em um futuro próximo.

Eu tenho lido muito sobre isso, até para formatar um modelo de negócio para minha agência. Não posso contar detalhadamente quais são nossas estratégias, mas posso fornecer um pouco de material para quem se preocupa com isto também. Afinal eu acredito que enriquecendo o próximo, enriqueço a mim também.

A primeira vista, o negócio está realmente na Cauda Longa, cada dia mais, clientes estão dispostos a pagar por modelos únicos, exclusivos e focados em pontos nevrálgicos de seus problemas. Nenhum serviço de publicidade hoje resolve todos os problemas de uma vez só. Resolve um problema de cada vez. E isso nos leva ao seguinte dilema: como montar um modelo de agência que disponibilize todas as ferramentas de comunicação e se mantenha rentável?

Minha conclusão é que seremos estruturas enxutas, não maiores do que 50 funcionários e com profissionais multi-tarefas. Hoje, não queremos criativos que só saibam de web, ou só saibam escrever, ou só BTL, ou só offline. Não dá mais. Ou a pessoa é pau pra toda obra, ou vai virar freelancer especializado, o que também é um caminho profissional, não discuto. É o que acontece com o mercado de maquetes. Os profissionais de maquetes arquitetônicas ganham uma nota preta, estão cheios de trabalho, mas são super especializados, não é um mercado para muitos.

Uma vantagem que vejo aqui, me arriscando um pouco, é que haverá mercado de trabalho para profissionais mais experientes. Porque? Por que profissionais em inicio de carreira, são muito geração Y e muito focados em um tipo de tarefa só. E vai acabar saindo mais caro para estas novas estruturas enxutas, manter alguém que sabe pouco, faz 15 coisas (pessoais) ao mesmo tempo em que trabalha, totalmente sem comando e é muito individualista. Esse profissional provavelmente será o freelancer do futuro.

Nas agências haverá mais vagas para quem já sabe e já viveu muito, pois será mais fácil e eficiente montar rapidamente planos de comunicação customizados em cada cliente. Este último que nos dias de hoje se encontra sem tempo, sem dinheiro, mas com muita necessidade de se comunicar em meios diferenciados, de maneira segmentada e impactante.

Portanto, fiquem de olho na "Cauda Longa", lá está o futuro das agências de comunicação.

terça-feira, 16 de março de 2010

Porque pesquisar?


Esta tarde tive uma reunião interessante, rimos muito sobre as mazelas que as empresas sofrem por não ter pessoal qualificado em seus departamentos de marketing.


Piadas de planejadores a parte, resolvi, escrever aqui a importância da pesquisa para a eficiencia de um plano de marketing.


Primeiro, marketing não é ciência divinatória, entendam bem, marketing é a ciência do comportamento do mercado. Como toda ciência, necessita de dados para poder tomar decisões acertadas.


O que vemos no mercado hoje, são empresas que contratam agências de publicidade esperando que essas façam milagres, através de energias vibratórias de acertar seus problemas de mercado.


Nos sentimos o Mestre Gato falando para Alice.


"Ela olha para o Gato e diz assim: "Você pode me ajudar?" Ele fala: "Sim, pois não." "Para onde vai essa estrada?", pergunta ela. Ele respondeu com outra pergunta (que sempre devemos fazer): "Para onde você quer ir?". Ela disse: "Eu não sei, estou perdida." Ele, então, diz assim: "Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve."


Me digam quem é que não quer morrer de catapora quando o cliente usa o seu trabalho para descobrir o que quer? Eu desenvolvi uma apresentação para clientes aprenderem a fazer um briefing, dou a palestra de graça para quem quiser, dentro de faculdade, de empresa, colégio.. só pelo bem da sanidade mental de nosso mercado. Podem me chamar, prometo que não é jabá.


Então, o que é pesquisa? A pesquisa é essencial para não dizer obrigatória para que a ciência do marketing funcione.


Imagine uma situação hipotética (rsrsrs) onde uma empresa quer mudar toda a sua linha de embalagens, em geral para reduzir custos, ela chama o pessoal de design que bola uma embalagem maravilhosa, inovadora e que vai salvar a empresa economizando 10% do custo da produção....depois de 5 anos pagando o maquinário novo, é claro.


Vem o pessoal de vendas, acharam lindas as novas embalagens e já fazem seu novo discurso de vendas, para garantir colocar aquele produto em tudo que é canto do país.


Aí, esse mesmo pessoal de vendas, que porque "é bonitinho e fala com todo mundo" é o responsável pelo departamento de marketing. O mesmo chama a agência, e brifa sem nenhum dado concreto, sobre coisas tão supérfluas quanto: "os objetivos da empresa", "novo conceito" e "target". Baseados em pesquisa de internet e em "feeling" sempre obscuros e divinatórios, acabando seus discursos sempre com a frase: cria aí alguma coisa com o que eu te disse, que você é muito bom nisso...


Tudo pronto, o produto é lançado,sem pesquisa nenhuma, na nova embalagem e..... apesar de tudo ter sido feito com primor, houve um imprevisto (que poderia ser previsto) o consumidor rejeitou o novo produto, fazendo com que o consumidor corresse para o concorrente. 


Cairam as vendas, o market-share, 5 anos de investimento em awareness... caiu tudo... A coitada da agência foi culpada de tudo, acusados de má interpretação dos dados... Que dados? Os dados divinatórios oras! 


Em tempos de Energia, Universo e Deus, pôxa vida, eles tinham que saber!


Vou lançar aqui, o troféu "Bola de Cristal" com cases de marketing divinatório, quem tiver algo pra "desopilar" e quiser contar, pode mandar que eu posto aqui! Tudo sigiloso para não ferir vicissitudes. ;o)

quinta-feira, 11 de março de 2010

08 de março - Um Prato Cheio

Costumo dizer que só recebo felicitação por ser mulher o dia que eu sentir que isso é uma vantagem...

Você dá parabéns a um homem por ser homem? Não!

Você pode dar parabéns a uma pessoa por vários motivos: por ela ter ganho uma promoção, passado de ano, ter tido um filho.... Por ser mulher? Como assim?

Isso é uma hipocrisia tão grande, mas tão grande, que eu não me aguento. Eu escolhi ser mulher? É um plano de carreira? Me digam o que tem de tão especial nisto.

Da mesma forma como não aceitaria um Dia do Negro, se eu fosse negra. Isso é paleativo para um sociedade injusta e não igualitária.

Entrei no site www.salariometro.sp.gov.br , uma mulher com o meu perfil social recebe de salario 50%  do salario de um homem! Se eu fosse negra, seria 30% do salário! Que absurdo! Como pode uma sociedade ser conivente com essa forma inescrupulosa de preconceito velado? E nem vem dizendo que isso é culpa do governo, porque ele teve essa iniciativa (muito boa por sinal), é culpa de quem aceita ser tratado como MENOS pelos outros.

E aí alguém me oferece uma rosa, pra dizer, ei! lembramos de você hoje, não que seu salário será mais justo, ou que você não ficará totalmente obsoleta pro mercado a partir dos 40 anos... mas lembramos que você é mulher e você gasta muito nas nossas lojas! Parabéns!


Tapinha nas costas? Não nasci pra isto, sou muito pragmática para enxergar um parabéns como uma mudança efetiva nas relações sociais. 


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

As Dez Estratégias Tecnologicas para Planejar 2010


O Gartner, um dos maiores institutos mundiais de pesquisa e assessoria de tecnologia da informação, lançou a sua lista das 10 tecnologias para 2010.Resultado de um estudo de vários de seus analistas  de tendencias, durante o Gartner Symposium/ITxpo, realizado entre 18 e 22 de outubro, em Orlando, Florida.
Estas tecnologias são do ponto de vista estratégico tendências e desta forma primordiais para o avanço de todas as empresas, que lidam diretamente com TI ou não. 
Certamente sua empresa deve pontuar a importância dessas tecnologias em seu planejamento estratégico para 2010. No entanto, isto não significa investir em todas as mesmo tempo, o empresário deverá, com certeza determinar em qual dessas tecnologias deve investir para ajudá-lo a transformar seu negócio em particular.   
Seguem aqui o que devemos pensar em 2010. Não me parece dificil que ao término deste ano, isso já seja uma realidade, então, quem não se preparar para estes caminhos, ficará obsoleto em 2011. 
1.Computação em Nuvem/Cloud Computing. Increasingly, consuming cloud services enterprises are acting as cloud providers and delivering application, information or business process services to customers and business partners, according to Gartner.Virtualização continua na lista. 

2. ANALISES AVANÇADAS/Advanced analytics. The next step in using advanced analytics to support operational business decisions is to provide simulation, prediction, optimization and other analytics -- not simply information -- to empower even more decision flexibility at the time and place of every business process action, Gartner notes.

3. Virtualização do Cliente/Client computing. With virtualization creating new ways of packaging client-computing applications and capabilities, companies should build a five- to eight-year strategic-client computing roadmap outlining an approach to: device standards, ownership and support; operating system and application selection, deployment and update; and management and security plans to manage diversity, according to Gartner.

4. TI VERDE/ IT for green. IT can enable many green initiatives, including the use of e-documents, reducing travel and teleworking. IT also can provide the analytic tools that others in the organization may use to reduce energy consumption in the transportation of goods or other carbon-management activities, Gartner points out. 

5. Remodelar o data center/Reshaping the data center. Companies are finding that costs are lower if they adopt a pod-based approach to data center construction and expansion, according to Gartner. If a company expects it will need 9,000 square feet during the life of a data center, then design the site to support it, but only build what’s needed for five to seven years (as opposed to past design principles for data centers, which usually estimated growth for 15 to 20 years), Gartner recommends

6. Mídia Social/Social computing. Organizations must focus on both the use of social software and social media in the enterprise as well as on participation and integration with externally facing enterprise-sponsored and public communities. A suggestion from Gartner: "Do not ignore the role of the social profile to bring communities together."

7. Segurança e Monitoria das Atividades/Security -- activity monitoring. A variety of complementary (and sometimes overlapping) monitoring and analysis tools help companies better detect and investigate suspicious activity -- often with real-time alerting or transaction intervention. By understanding the strengths and weaknesses of such tools, companies can better understand how to use them to defend the firm and meet audit requirements, Gartner notes.

8. Memória Flash/Flash memory. Flash memory is not new, but it is moving up to a new tier in the storage echelon, according to Gartner. At the rate of price declines, the technology will enjoy more than a 100% compound annual growth rate during the new few years and become strategic in many IT areas, including consumer devices, entertainment equipment and other embedded IT systems.

9. Virtualização para disponibilidade/Virtualization for availability. Virtualization has been on the list of top strategic technologies in previous years, but it makes the list this year because of new elements such as live migration for availability that have longer-term implications, Gartner notes. Live migration is the movement of a running virtual machine, while its operating system and other software continue to execute as if they remained on the original physical server.

10. Aplicativos Móveis/Mobile applications. By year-end 2010, 1.2 billion people will carry handsets capable of rich, mobile commerce, providing a rich environment for the convergence of mobility and the Web, according to Gartner.




segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Estrategias no Novo Mundo

EARTHFORCE: Um guia de estratégia para o guerreiro da Terra 


Sob esse titulo sera lancado um livro de Paul Watson, o estrategista de Guerra do Sea Shepherd.


Num mundo onde só falamos de guerra para matar pessoas ou defender território, esse grande homem trouxe a luta armada para defender a vida na Terra. Se é uma luta inglória, eu não sei, só sei que essa guerra é uma que defende toda a humanidade e por si só, já vale a pena.
 Existem controvérsias a respeito de seus métodos? Pois eu desconheço qualquer estrategista que tenha apoio 100% de toda opinião pública. O grande mérito que está aqui é o uso da estratégia para um bem realmente maior, o do Planeta Terra.
Quando eu falei, lá em cima, na introdução deste blog, que estratégia vale pra tudo, eu falei sério! Vale mesmo. Mas se for para o bem comum, ela valerá muito mais.
Aguardem lançamento! 
 


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Tendência ou Oportunidade de Mercado?

Sob a máscara de tendência, muitas e boas oportunidades de mercado surgem, nossa obrigação é ficar de olho.
Poucos são os estrategistas que têm coragem de dar vazão a estas "tendências" antes que todo o mundo perceba o tamanho de mercados considerados polêmicos, como o de homossexuais ou da 3a. idade.
Na mão certa, no entanto, vemos profissionais que se dão a esta coragem de sair aparentemente na contra-mão, mas ao meu ver, à frente de todo mundo.
A Revista V Magazine _www.vmagazine.com_ fez um ensaio fotográfico sensual e retratando um dos mercados que mais cresce no mundo, o de pessoas acima do peso, e este inclui os obesos. Aliás, não foi só um ensaio, foi matéria pra capa e pra revista toda.
Um mercado que no Brasil é de 1/3 da população, nos EUA 3/4 da população, é significativamente grande para que os estrategistas fechem os olhos. Pessoas acima do peso, tendem a se sentir desconfortáveis em restaurantes, boates, aviões. Certamente se sentem desconfortáveis para comprar roupas quando o assunto é moda e/ou caimento perfeito. Por isso, não consomem tudo o que poderiam consumir, por desconforto.
Veja a enorme oportunidade de mercado que existe, se pensarmos que no Brasil são mais de 80 milhões de pessoas acima do peso e nos EUA esse número sobe consideravelmente. Porque nós estrategistas de mercado fechamos os olhos para isto? Porque não queremos ver nossa marca associada? Mas nós sabemos muito bem dissociar isso se quisermos e ainda assim, atingir em cheio esse mercado, basta um pouco de competência e entendimento de marketing. A indústria da Dieta faz isso muito bem.
Não se trata de estimular a doença da obesidade, se trata de enxergar o mercado como ele é, e aproveitá-lo. Se algum dia as organizações de saúde mundial puderem conter essa marcha,pensaremos em outras estratégias e ainda assim haverá o mercado de ex-gordinhos. Por enquanto, me falem porque devemos desconsiderar esse público como um potecial mercado? Seremos nós diretores de marketing pouco visionários ou muito medrosos de romper com o status quo?
E ainda mais perguntas (beeeem polêmicas): Não somos pagos para isso? Ou será que nossos empregadores não acreditam realmente na inovação? Será que marketing hoje, é somente uma profissão para analistas e não para visionários? Onde está o nosso conhecimento e ciência quando alguém do board de uma empresa nos diz que não quer a marca dele associada a velhos, gordos ou homossexuais? Onde ficamos nestas horas? Rasgamos nosso diploma e jogamos no lixo, ou unimos força e damos vazão ao nosso conhecimento? Nós somos pagos para quê?
Em tempo: os números de obesos e pessoas acima do peso, em ambos os casos não estão exatos.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Porque devemos cuidar de nossos fornecedores?

No mês de dezembro, recebi do blog do Luciano Pires, empresário e escritor, bloggeiro antes desta palavra existir, que resolveu lutar contra as mazelas culturais de nosso país, um artigo sobre como é horrível ser fornecedor.
Lembrei-me quando eu era candidata a trainee para uma importante empresa Norteamericana e um dia, ao entrar na área de RH, vi no mural da empresa a política de fornecedores. Naquele idos de 94, eu PASMEI, porque tanto nós falávamos do cliente e da importancia dele, mas ninguém disse na faculdade da importância do fornecedor.
Pois bem, aquele papel no mural me marcou tanto, porque descrevia a importância estratégica da relação com nossos fornecedores, para que, através de respeito mútuo, trouxéssemos o melhor que esta relação poderia nos fornecer, tais como: melhores preços, melhores produtos, garantia de não ficar sem produto em momentos críticos de mercado e todos os demais benefícios que tratar bem quem te serve podem trazer.

Respondi que ao longo da minha jornada, deixei de ser funcionária para ser empresária, e, apesar de praticar aquilo que há tanto tempo me pareceu correto, como tratar com respeito aqueles que me servem, ou melhor, que me fornecem, não é a mesma forma como sou tratada no dia a dia como fornecedora.

Tudo o que o Luciano Pires descreveu em seu post é uma realidade que desmoraliza o processo de compra e venda entre as empresas. Não há palavra que garanta mais nada, só documentos e contratos assinados, caso contrário o desprezo àquele que te fornece é uma prática de mercado.

Poucos são os clientes que te vem como um colaborador para que o desempenho profissional dele seja melhor.

É triste, porque os anos passam e eu percebo, como empresária, que sempre fui uma sonhadora, onde a relação de compra e venda entre as empresas, fosse uma relação de respeito mútuo e ajuda mútua. Hoje, fornecedor, é algo descartável. Como me parece, todas as relações humanas.

Gostaria de mudar essa realidade, e tento sempre mudar através da minha atitude, quem sabe escrevendo aqui também, eu inicie uma corrente do bem?

Pra quem quiser ler mais: http://tinyurl.com/yke2w3z

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Blogar pode ser uma boa estratégia para seu curriculum

Em recente pesquisa da Technorati, empresa portal de blog, blogar pelo mundo afora, virou atividade paralela para muitos profissionais do mercado.
Com isto eles estão ganhando visibilidade com seus colegas de trabalho, participando da construção (ou desconstrução) de marcas e ainda, utilizando seus blogs como estratégia para se tornar mais " empregável" e ainda valorizar seu passe e seu perfil profissional.
É lógico que esta tendência logo chegará por aqui, pelo menos no alto escalão das empresas, mas em se tratando de um país onde nada se copia, mas tudo se transforma.... algo surgirá de novo no reino da dinamarca tupiniquim.
Imaginem a língua portuguesa escrita em blogs, faça um exame de consciência e fale se você acredita no seu português. Sem revisão profissional, nem pensar, eu pelo menos não tenho essa presunção.
E suas opiniões, você teria coragem de colocar sua opinião, "doê-la a quem doê-la"?
Neste país latino, onde nada é tão profissional quanto parece ser, e as pessoas levam tudo pro pessoal, você não tem medo de ser mal interpretado?
Eu tenho minhas dúvidas de que, se os profissionais brasileiros começarem a escrever seus blogs para fins de curriculum, eles irão ser tão sinceros e tão despojados em suas opiniões quanto o são hoje.
É lógico que sempre existirão as empresas que estão dispostas a contratar profissionais com opinião, pró-ativos e líderar natos Mas sinceramente, você, caro leitor desse post, conhece quantas empresas no Brasil que entendem que um funcionário empreendedor é bom para a empresa? Quantas empresas que não tem medo de mudança, de inovação? Quantas vezes você viu idéias e pró-atividade serem valorizadas na prática, não no discurso?
De qualquer forma, quem viver verá! E eu estou louca pra ver! pra ler na integra (em inglês):http://tinyurl.com/ydfwe9x
EM TEMPO: na maioria são homens, entre 18 e 44 anos, influentes e com alto nível de educação. Em breve minha opinião sobre isso.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Estratégia de iPhone na China fracassa.

Hoje li uma reportagem sobre o iPhone, coqueluche (não sei se usamos mais essa palavra, mas aí todo mundo fica sabendo minha idade logo de vez....rsrsrs) do momento no mundo da telefonia celular.
Eu aqui, não vejo muita funcionalidade interessante para o meu perfil de uso, sou mais blackberry, no entanto, não posso fechar os olhos para o que o mercado quer, afinal, vivo das vontades dos outros e não das minhas.
Pois bem, na China o iPhone é um fracasso de vendas, e sabem porquê? Por causa do mercado paralelo, que como o macarrão, deve ter nascido por lá, há uns 2 mil a.c.
Taí um estudo que não foi feito pelos marketeiros do iPhone, o estudo de Pricing, Preço. Um dos quatro Ps do marketing.
Tá lembrando daquela primeira aula na faculdade de marketing quando o professor falou as palavras Philip Kotler e 4 Ps?
Pois bem, faltaram nesta aula. E agora, estão tendo que reformular toda a estratégia para o mercado Chinês, que apesar de pantagruélico , tem a cultura da cópia arraigada nele.
A todos que lêem esse post, não se esqueçam das primeiras aulas de marketing, nunca! Apesar de quererem reinventar a roda, o PK ainda é o papa do marketing.
Assim como Einstein inventou a sua famosa equação da energia, O Philip Kotler inventou os 4 Ps. Um está para a física, como o outro para o marketing.
Se eu posso dar uma dica a todos, é que não se encantem tanto com os poderes de seu produto a ponto de esquecer das regras básicas. O mundo não mudou tanto assim. Para quem quiser ler mais, a notícia http://tinyurl.com/yhvkhs2 (fonte Bloomberg)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Excesso de informação, Ponto de Vista e uma dica

Eu ando meio "system over quota", e com tantas idéias pra escrever neste blog essa semana, resolvi dar uma dica de livro.
Sabe como é, semana de planejamento é fogo, muita leitura, várias reuniões, pesquisas até o TALO, então não dá pra por tudo num post só.
Contudo, neste quase último minuto de 6a feira, lembrei de que hoje, quando planejamos alguma estratégia de comunicação a gente tem que se colocar no lugar do próximo, viver o próximo, é quase como se fosse um exercício de um ator, onde ele precisa se despir de sua personalidade para SER e PENSAR como alguém diferente, que tem outros gostos, outras opiniões, outros paradigmas.
Então vou dar a dica de um super livro chamado: THE SIX THINKING HATS, eu li em inglês mas certamente deve haver um traduzido em português agora. É genial, ele dá técnicas em reuniões de trabalho para se colocar um chapéu de pensamento, cada chapéu representa um ponto-de-vista. E realmente funciona, porque hoje, com tantas informações vinda de lugares tão diferentes, como é que funciona o processo de decisão?
Dificil, não é? Pois a técnica ajuda, se não a decidir, a conseguir ver todas as cores do prisma.
Leiam e depois me deem um feed back!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Grandes estratégias - Paranormal Activity

O grande hit do momento é o filme PARANORMAL ACTIVITY e a estratégia de lançamento é sensacional.
Com produção "low budget" e produção tipo documentário, a la Bruxas de Blair, o filme é hoje dos assuntos mais comentados do twitter.
Muito inteligentes, os produtores do filme, pagaram para veicular em poucas cidades norte-americanas, e filmaram a reação do público. Sensacional. Foi lançado dia 29 de setembro nos EUA.
Mais sensacional ainda é o design site: http://www.paranormalactivity-movie.com/. Com design caseiro, faz com que acreditemos que precisamos assistir o filme e que ele é documentário!
E não pára por aí..... eles pedem para você pedir para assistir!!! Tem um contador que anuncia quantas pessoas já assinaram e avisa que, quando chegarem à 1 milhão de pedidos o filme será exibido nacionalmente (EUA). No momento está em 900.000 assinaturas.
É de emocionar quem sabe usar de uma boa estratégia..... enquanto isso assista o trailer! com 400 mil visualizações até o momento!

Ecologia, Publicidade. Onde está a Verdade?

O marketing ecológico está transformando a vida das pessoas....
Num Inferno!
Há uma campanha na televisão dizendo que "saco plástico é um saco" e informa que não se deve jogar sacos plásticos na rua, pois entopem bueiros e levam 100 anos para se biodegradar.
Imbuída de uma vontade forte de ser um ser humano melhorado, eu não recolho com sacos plásticos as fezes do meu cão, apenas pego um pedaço de jornal e jogo no meio fio. Faço a seguinte conta: fezes= matéria orgânica = biodegradável= tempo de decomposição: uma semana. Papel de jornal = celulose = tempo de decomposição = 3 meses (no máx.).Um cocô dentro de um saco plástico = 100 anos. Então, pela minha matemática, vale mais jogar o dito cujo num pedaço de jornal no meio fio para ser levado pelas águas das chuvas do acondicioná-lo dentro do saquinho.
Agora vai vendo: A Plastivida, para combater o que a tal campanha: Saco Plástico é um Saco, lançou uma campanha de reutilização do material chamada: "Plásticos: Reduza,Reutilize, Recicle"
( Pesquisa Ibope, realizada com mulheres das classes B, C e D, responsáveis pelas compras de seus domicílios, revela que 100% delas reutilizam as sacolas plásticas após as compras. A pesquisa mostra que 73% das entrevistadas utilizam as sacolas para acondicionar o lixo doméstico, 69% consideram as sacolas a
embalagem ideal para carregar suas compras.
A pesquisa apontou ainda as formas mais usadas para a reutilização das sacolas plásticas. Entre elas: guardar alimentos, guardar roupas, calçados e documentos, acondicionar o lixo da cozinha ou o do banheiro, recolher fezes de animais, entre outras.)
Agora pergunto? Quem está certo? Quem reutiliza ou quem simplesmente não utiliza os saquinhos? Reutilizar ou aumentar a produção de sacos de lixo com uma finalidade única: lixo?Mais sacos de lixo = mais matéria prima de petróleo = mais lixo não reciclado e não reutilizado?
O SOS Mata Atlantica lançou uma campanha "Faça Xixi no Banho", uma campanha para economizar água do vaso sanitári
o (que gasta até 12 litros quando é acionado). Adorei a idéia pois a água é uma coisa que me preocupa, tanto é que eu, todas as vezes que lavo (1 x por dia), todas as embalagens que vão para reciclagem no meu prédio, penso se vale mais a pena jogar as embalagens no lixo comum ou gastar litros e litros de água com detergente para mandar tudo para a reciclagem.....
O que é o certo, o que é o errado?
As latas de alumínio são as mais recicladas do planeta, principalmente por pagarem bem pelo material recolhido, porquê? Porque o gasto de energia na produção de alumínio é enorme, para não dizer monstruoso... tão grande, tão grande, que é mais barato pagar por um alumínio já pronto e reciclá-lo, do que fazer um novo. (Não sei se vocês sabem, mas o alumínio
não existe na natureza, ele é fabricado pelo homem). Sem contar que demora de 100 a 500 anos para se degradar.
Já o aço, não paga bem pelo material que é reciclado, e não tem indices tão bacanas de reciclagem, mas em compensação em 5 anos, vira óxido de ferro, ou seja, alimento pra plantinha. Só que não gera tanta renda e tanto emprego como a reciclagem de alumínio.
De novo, o que é certo? O que é errado?
Esse post não é para dar nenhuma resposta, até porque eu não as tenho. Hoje eu não como carne de mamíferos, lavo meu lixo, entrego pilhas e baterias em centros de reciclagem, mas ainda não sei se sou a favor ou contra o uso de sacolinhas plásticas, se coloco o óleo de cozinha dentro de uma garrafa de PET ou se jogo na água da pia, se faço xixi no banho ou na privada, se é melhor um carro a
alcool e estimular o desmatamento da Amazônia para a produção de cana-de açúcar ou continuar usando gasolina e poluir mais o ar.
A única conclusão que tiro disto tudo é que propaganda e comunicação é o maior e melhor meio de você transformar uma idéia em verdade absoluta.
E que a verdade é tão grande quanto o investimento feito para divulgá-la.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Quando os gurus do mkt começam a errar na dose

Saiu no Bluebus hoje: http://tinyurl.com/mwnsjp
Pois é, começou a bobagem, o cara escreveu um livro que esclarece as novas relações de compra e venda, vende muito e começa a falar bobagem.
Veja esta:

Jornalismo, midia e noticias sao palavras do século passado', diz

Chris Anderson, editor chefe da Wired e autor dos livros 'A Cauda Longa' e 'Free'.
Comento: Eu detesto essa mania da área de marketing e publicidade de neologismos constantes, como se a palavra anterior não valesse de nada.
Porque não é assim que funciona. O novo sempre vem, mas tem que vir com base na experiência do passado, senão é apenas uma pobre metáfora do passado. Ou seja, a mesma coisa, só que com palavras diferentes. E metáfora clichê, é uó, não?
Tá certo que a língua viva é uma lingua dinamica, ou seja, há 20 anos , não existia a palavra telefone-celular, e agora existe. Em italiano mesmo, no começo era telefonino e virou celulare para se adequar ao mundo, mas isso é adequação fonética, só isso.
Agora, querer que a palavra jornalismo, mídia entre outras palavras sumam do mapa é muito pra minha cabeça. Ele diz na entrevista que não pronuncia (ou usa) mais essas palavras porque não tem mais significado.
Queria ver se esse cara fosse historiador e quisesse exemplificar palavras do passado como telégrafo ou pombo-correio, ele vai querer dizer o quê? que por que isso não existe mais, essas palavras não existem ou são impronunciáveis? Tá parecendo o Prince, que virou *&KGH%$@.
É isso que acontece quando um homem começa a ter uma falsa percepção de si mesmo, ou seja, vira um arrogante de carteirinha que acha que tem o poder de mudar o imutável, que tem o poder de prever o futuro. Aliás, são as inúmeras pessoas perdidas neste admirável mundo novo que dão esse poder a ele. Se eu fosse o jornalista, nem postava essa entrevista. Mas já que postou, estamos aqui pra comentar.
Nós profissionais de marketing temos que ter dissernimento para saber o que é genialidade e o que é bullshit (sorry for my french).
Por isso eu admiro muito o Kotler, o cara é o PAPA do Marketing e continua sendo há quase 50 anos, sem por isso derrubar por terra o que existia antes. Isso sim é ser eterno. Isso sim é ser gênio.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Estratégia a qualquer preço

PASMEM
Quer quiser ler vá até http://tinyurl.com/ldtojf
Está em inglês então eu vou colocar aqui em português a história:
Loja de Automóveis dá de brinde uma AK-47 para quem comprar um veículo.
Antes de colocar aqui a minha opinião, coloco uma pergunta. Qual a sua opinião sobre isto?
É certo? É errado? não devemos nos meter?
Aguardo comentários

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Linguagem, entendimento e estratégia

Tenho visto verdadeiros assassinatos à língua portuguesa na internet. 
Sou publicitária e o que sei é que a responsabilidade é de quem emite a mensagem e não de quem a recebe.
Parece teoria e blah blah blah de comunicólogo intelectualóide mas não é. 
Quando alguém quer ser entendido e bem interpretado, deve cuidar para que o outro entenda o que ele está falando. Falar na linguagem do outro. E isto é uma estratégia usada por grandes líderes no mundo todo.
Um livro magnífico que retrata bem a dificuldade de linguagem e como ela prejudica o interlocutor, é "Vidas Secas" de Graciliano Ramos. Leitura obrigatória para quem gosta de linguagem, cognição e mais, LITERATURA de PRIMEIRA!
Merchadising feito, o que mais me entristesse é o português "teclado" na internet. Não por causa do neologismo, que ao meu ver é saudável e faz parte da dinâmica linguística, é por isso que existe Língua Viva e Língua Morta. A Morta não muda mais. A viva cresce, modifica-se e se desenvolve com seu povo. 
Erros de grafia acontecem sempre. Coisas como falta de acento. Não saber quando por vírgula. Seria até hipócrita da minha parte se eu dissesse que não passo por isso. Mas não saber se comunicar na lingua mãe... É um problema muito grave.
Toda escola deveria dar mais importância para interpretação de texto do que para a  grámatica. Pois é fácil ver quem sabe ler e quem não sabe. É só dar um texto do Saramago (vencedor do Nobel de Literatura e conhecido por escrever sem nenhuma pontuação) e verificar quem entende e quem não entende. É disto que estou falando.
Uma nação que não sabe interpretar textos, é uma nação pobre e a pobreza aqui, não éa financeira. Isso é muito sério. Se nossa população não sabe interpretar um texto, não sabe consequentemente escrever o que pensa, o que dirá transferir conhecimento para os outros, ou seja, ensinar?
Informação não é mais poder porque com a internet, o poder está na mão de todos. O problema que está criado, é que hoje, todos transmitem suas idéias indiscriminadamente e sem censura. 
E aí mora o perigo: Os grandes e maus líderes se baseiam sempre em pessoas com pouquissimo entendimento para criar as maiores atrocidades já vistas na história.
Mais pra frente eu vou fazer uma lista de pérolas aqui.
Hoje, eu quero pontuar que essa comédia é mais trágica do que cômica.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Estratégia: quando o importante é dar um passo atrás

A Coca-cola do Nordeste está com uma nova estratégia para o mercado de baixo poder aquisitivo local.
Sai com uma Kombi ou automovel parecido, com alto-falantes, porta-a-porta vendendo seu precioso líquido em embalagem retornável. Sim, embalagem retornável. Aquela de vidro cuja referencia na memória só terá alguns "jovens" nascidos até a decada de 70. Depois disto, esqueça, você não se lembra.
 Vou explicar, décadas atrás, a estratégia da Coca-cola era a embalagem retornável. Porque? Por que sendo de vidro, era mais dificil a entrada no mercado de empresas "tubaineiras". Então nossas mães, recolhiam as garrafas que ficavam guardadas em casa e as levavam até o supermercado, entregavam numa área do supermercado e recebiam o valor em dinheiro/moedas/fichas  e trocavam por novas garrafas cheias de refrigerante. Só se pagava o líquido.
E assim o mercado da Coca-cola e de outros poucos refrigerantes se garantia. Se você tinha comprado a garrafa, era garantia que você iria retornar e comprar outra garrafa com ela. Pois era desperdicio de dinheiro pagar pela garrafa de refrigerante e depois jogá-la fora. E inviabilizava a proliferação de novos concorrentes pelo alto custo de produção e manutenção do sistema produtivo.
Well...o tempo passa, o tempo voa e eis que com a proliferação do PET como material de embalagem, tem refrigerante de tudo quanto é nome e sabor no mercado. É sabido que no NE do país a Coca perdeu muito mercado pois ele é um refrigerante mais caro, não só por estratégia de mercado, mas porque tem um custo mais alto de produção, logística, pagamento de impostos, royalties etc e tal. O que aconteceu? Perdeu-se market-share principalmente em segmentos onde o custo influencia diretamente na compra dos produtos e a marca fica em segundo plano para bens de consumo, ou seja, o enorme mercado CD. 
Isso aconteceu também com uma marca muito famosa de maionese, quando ela resolveu, para baratear os custos, mudar do vidro para o plástico. Perdeu Market-Share. Qualquer um agora pode se igualar a ela. Em tempos em que qualquer um conhece os 4 Ps do mundo do marketing. Acho que "alguens" perderem seus empregos, mas essa conversa é pra outra postagem....
Bem, mas aí é que vem a graça deste post, a Coca-cola, uma gigante e SENHORA empresa, resolveu voltar atrás e colocou de novo suas lindas e antigas garrafas de vidro, distribuidas de porta em porta (Aviso: Produtor de fundo de quintal não tente isso em casa.).
E nesse ponto eu pergunto: vale a pena descartar estratégias bem sucedidas, por causa de custo de produto? Vale a pena voltar atrás? Qual é a melhor estratégia num mundo muito louco onde todo mundo só pensa em rentabilidade e não pensa que talvez a rentabilidade atual garanta e sempre tem garantido sua sobrevivência no mercado? Seu market-share?
Fico realmente feliz que uma empresa como a Coca-cola opte por dar um passo atrás e mostrar que as vezes sua estratégia bem sucedida pode ser repensada e evoluida, e não morta e enterrada. Eu ainda não vi nada que superasse uma visão global da marca e não apenas os números do vil metal. 
Uma estratégia de mercado não pode te deixar sem saída e ainda queimar as suas pontes, pois talvez você tenha que voltar por elas. 

terça-feira, 12 de maio de 2009

A MELHOR ESTRATÉGIA PARA O SUCESSO

A vida nos ensina todos os dias, e ela é a mais perfeita escola. Baseado nisto aqui vai uma receita, mas como toda receita pode-se por mais ou menos sal  e alguns temperos para melhorá-la.
Ingredientes principais
MUITA Vontade
MUITO Trabalho
MUITO Foco 
MUITA Consciência
Ingredientes Secundários
Ouvir MUITO
Falar POUCO
Decidir SEMPRE
Agir RÁPIDO
Temperos Necessários (dosagem variada)
Acreditar em você 
Não acreditar nos outros
acordar cedo
dormir tarde
estudar muito
nenhuma ansiedade
muita determinação
medir sempre os resultados (ou manter o controle)
se preparar para mudar todos os dias
JAMAIS: 
Colocar a culpa nos outros. (Você é sempre responsável)
Ser vítima do mundo 
 
 And.......stick to the plan e faça acontecer!